Hoje todo mundo sabe que a Baleia Assassina passa longe de ser uma baleia, já as pensamos mais como um golfinho gigante(não que realmente seja, mas a gente chega lá.) Evolutivamente, acredita-se que os espaços para onde os grandões migraram, junto as estratégias geniais e expansivas de caça os levaram para mar aberto. Desenvolvendo características marcantes a ponto de nos fazerem confundir espécies.

"Aqui você pode ser livre.” Esse é o motto dentro da Fermento. Sinceramente, não sei se essa filosofia tem algo a ver com o "Pedir perdão é melhor que pedir permissão" da Google. É assim que nos sentimos - somos sempre lembrados que o importante é cometer erros novos - podemos repetir o erro de ir além. A história e cultura organizacional é pontuada por uma série de crises, e tensões ( como tem de ser ) e nossa história tange a das Orcas nesse ponto.

As saídas criativas e ousadas de cada uma delas, que se comparam as táticas de batalha marinha das nossas irmãs, tornaram-se verdadeiros mitos dentro dessas paredes. E fazem parecer que estas paredes se afastam rumo ao infinito. A forma de atingir metas, e simplesmente se jogar no sofá ou desafiar alguém que deixou o flow para uma partida de ping pong. Ou só balear alguém com uma Nerf ~because i get stuff done!~

A confiança para resolver primeiro e reportar depois gera o sentimento puro de confiança e pertencimento. Tornando tão espontâneos os comportamentos organizacionais marteladíssimos, quase nunca vistos em funcionamento.

Grande parte dos mitos de origem humanos - incluindo (geralmente) o nosso - trazem um erro humano que inicia a jornada do povo através de sua história. A maçã, a caixa de pandora, a subida dos primeiros Carajás do fundo do rio. Para a sociedade altamente organizada das Orcas também foi assim. Seu "erro" foi caçar no oceano e ir fundo demais. Aí você me diz "pera aí, como é que essa baleia-golfinho-sei-lá-o-quê foi parar em terra?!" Respondo: Esses caras são livres a esse ponto, enquanto grande parte das espécies - incluindo a nossa - migrou do oceano para a terra. Esses seres fantásticos eram animais terrestres de matilha, uma espécie de lobos pré-históricos. Começando a caçar no oceano e a voltar cada vez menos de lá, tornando-se marinhos. E atingindo no oceano um nível de adaptação que pode ser resumido assim: Os canalhas caçam tubarões e fazem bullying com baleias.

Essa jornada toda me lembra de uma piada que o Eduardo Shinyashiki fez durante uma palestra, enquanto explicava o que era a “Estratégia do Oceano Azul”, depois de tentar colocar as ideias de Kim e Maubourgne em termos claros, resumiu: “Desbravar oceanos azuis é tirar o número um da cabeça, o Cirque de Soleil não se tornou o que é sendo o melhor. Ser o número um no seu casamento - por exemplo - implica a existência do dois… Seja Único."

O exemplo das Orcas é apenas mais um, a liberdade marca a realidade dos seres vivos em todos o âmbitos, a verdade é que o único condicionante válido é a liberdade. Todos os outros são apenas diferentes manifestações de nossos medos e limitações. As adaptações que esperamos ver estão todas ligadas às nossas mentes criativas, ao nosso ser mutante, a veia que pulsa. A coisa boa sobre as limitações é que a limitação só atinge o naturalmente ilimitado.