Nós amamos ideias e pessoas, como ovo e galinha não sabemos quem vem primeiro. Sabemos que nas pessoas certas, as ideias efervescem. Tornando-se a coisa mais linda, realidade. Quem a constrói é essa gente estranha, que a gente ama.

São as pessoas ao nosso redor. Gosto de pensar na Fermen.to não como um lugar com uma boa política de tolerância. Afinal, temos tolerância a certos níveis de radiação e graus de queimadura. Nós amamos pessoas seus trejeitos, potenciais e realizações. O legal do processo é ver esse desenrolar em uma clima relativamente “normal”. Então, quando se diz ~Aqui você pode ser livre~ as implicações são enormes. Nos obrigando no mínimo a confrontar nosso senso e conceitos de liberdade. Posso ser livre. Logo, o que maravilhas é isso? Já que tenho obrigatoriamente de fazer certas coisas.

Quando há dois anos, trabalhando na Fermen.to e em um emprego-de-uma-folga-por-semana, respondi a mim mesmo "Você vive só isso?!" Essa obviedade me trouxe a tentativa diária de responder não a essa resposta/pergunta. Esse não, trouxe o sim. Ser livre é ter tudo o que você precisa fazer, junto de tudo o que você quer fazer. Aquém e além do seu trabalho, a liberdade trará o que falta dos dois lados. A ponte entre satisfação imediata e esforço resistido.

No grande livro vermelho do facebook, uma pagina inteira é dedicada a frase "As pessoas não usam o facebook, por que gostam do facebook, usam por que gostam de pessoas.” A chave para entender as pessoas é estar com elas, sentir o desconforto que nossos próprios preconceitos criam e lidar com eles.

No último texto aqui do blog, em que o @bdantas diz quão enriquecedora a experiência é para ele, e quão nítida a mudança fica para quem nos conhece. Deixando claro que a mudança acontece em ritmos e ciclos, ondas gigantes que sobem e descem. A liberdade é vibrante, torna o movimento mais fácil - ou melhor torna natural entrar no flow. Essa liberdade reside nos hábitos cultivados. Sessenta e sete repetições - diz a psicologia cognitiva - e você acostuma.

O trunfo da resiliência nasce de insistir. O espaço entre querer e fazer é o movimento. Fazer sabendo que antes de ser o que se sonhou, tu apenas será. A perfeição e o perfeccionismo tem valor, no plano do exequível. Feito é melhor que perfeito, e com gosto se faz direito.